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sábado, março 05, 2005

A guerra tal como foi...

Dia 3 da guerra. Após um primeiro esclarecimento acerca da não orientação do Capt. Jenuário e das informações erradas prestadas pelos nossos serviços de inteligência, eu Praça Alegria fui incumbido, no espírito de boas relações, de entregar uma prenda ao Shogun, esse vil comandante dos samurais... Então lá fui eu, por entre caminhos inóspitos e sempre a ser atacado por uma das geishas que queria à força conheçer um verdadeiro macho latino - a coitada só conhecia antes de mim, o Capt. Jenuário e ela só dizia a resposta dele: "Acabei de vir da piscina e àgua estava não estava quenti, estava fria...". Contou-me ela isto, e quem sou eu para duvidar da palavra de uma pobre japonesa que conheçemos n1a das daquelas lojas chinesas que por aí abundam...
Ora chegado eu lá, e sabendo que a missão fora-me encarrege a mim devido à minha bravura reparo que eles se preparavam para nos atacar.

Largo a prenda e corro para trás... Corro e corro... Fora 40 km sempre a correr - esse meu feito valeu-me a homenagem de se correr a maratona em todos os jogos olímpicos para que o meu feito nunca fosse esquecido - chegado ao nosso quartel-geral, que não passava de um pré-fabricado oferecido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz aquando da pré-seleção de candidatos para as tropas que foram combater para a guerra dos Samurais d'97. Chegado eu lá, ainda tive salvar o Capt. Jenuário da terrível Élia, enfiar a "camisa" no Piloca (era assim que tratavamos o Sgt. Tempra) para que ele pudesse ir ter com a filha mais velha da Sr. da loja de ferragens, isto enquanto evitava que o Major consumasse o acto em si com a Pitucha - eu era assim, um gajo às direitas que safava toda a gente. Ora acabadas todas estas tarefas, lá acabamos por começar a esboçar o nosso plano de defesa. Concluímos que estavamos lixados, eramos só 5, eles alguns milhões e o nosso único tanque estava um pouco amachucado e com o tecto de abrir avariado (maldito sistema eléctrico de fabrico italiano).

Passados 2 dias, lá chegou o Shogun com o seu exército! Eram muitos e nós os 5 só tinhamos o Tempra. Mas entretanto o Sgt. Tempra, com a míufa que tinha, fez chichi nos boxers e disse que tinha de ir atender um telefonema da Xana. Nunca voltou ao campo de batalha, até hoje nunca mais soube dele - ouvi dizer que arranjou emprego como costureiro. O Major Alverca disse que tinha de ir tratar da Pitucha e voltou 3 horas depois, quando estava tudo acabado e a batalha ganha. Bem, o Capt. Jenuário continuava a fugir da Élia e não pode ir à batalha. Sobrei eu e aquele que juramos de nunca falar... E esse, bem, esse acho que enverdou pela veia de professor - aqui está uma foto dele actualmente. Quem sobrou para a batalha??? Eu Praça Alegria sozinho e com um pistola de água enfrentei exactamente 500 samurais... Ao fim de 3 horas, apenas restava eu e parte da pistola... Até Shogun tinha fugido... Eu lutei e matei, alguns samurais gritavam pelas mães outros pelas tias, um pela Cinha Jardim mas um a um, todos pereceram. Chega o Major Alverca ao mesmo tempo que a TVI e ele fica com todos os créditos... E eu voltei a ser o praça que sempre fui, e nem sequer me deram uma senha de desconta para o Kentucky Fried Chicken para eu poder ir comer o belo do frango assado...

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Este praça Alegria tem razão. Eu fui um dos samurais que ele matou, podem confiar na palavra dele...

3:05 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Pretende-se encontrar e contactar os seguintes ex combatentes do ultramar, da companhia Charlie dos Fuzileiros:

Jenuario,
Alegria,
Alverca,
Celestino Simões.


Para averiguar questões burocráticas que ocorreram em Angola aquando da fuga do serviço militar obrigatório destes elementos. O Court Marshall (Tribunal Militar) irá iniciar as sessões e deliberar as penas a partir do dia 15 de Março.



Telefonar para: 21 49455631 - Extenção 420.

10:24 p.m.  

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